O Ano Mais Violento
Estrelando Jessica Chastain (A Hora Mais Escura e Histórias Cruzadas) e Oscar Isaac (Inside Llewyn David), o filme retrata a tentativa do imigrante Abel Morales e sua esposa, Anna, de prosperar nos negócios, diante da corrupção, decadência e brutalidade em Nova York nos anos 80, em um dos invernos mais violentos da história da cidade.
Estreando nos cinemas brasileiros na próxima semana, O Ano Mais Violento tem ótimas críticas por abordar a temática do subcrime urbano de forma diferente do usual, apesar de também ter sido apontado que o filme sofre um pouco com seu ritmo. Com elogios à fotografia glamurosa e à atuação dos protagonistas, o longa rendeu a Jessica o Critics Choice Award de melhor atriz, além de vários outros prêmios em festivais.
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Status no Brasil: estreia 02/04/15
O Expresso do Amanhã
Quando um experimento para impedir o aquecimento global falha, uma nova era do gelo toma conta do planeta Terra. Os únicos sobreviventes estão a bordo de uma imensa máquina chamada Snowpiercer. Lá, os mais pobres vivem em condições terríveis, enquanto a classe rica é repleta de pessoas que se comportam como reis. Até o dia em que um dos miseráveis resolve mudar o status quo, descobrindo todos os segredos deste intrincado maquinário.
Muito diferente do seu famoso Capitão América, Chris Evans entrega o tom sombrio da trama junto de seus colegas de cena, Jamie Bell e Octavia Spencer. Num drama existencial e quase surrealista, o diretor sul-coreano Boon Joon Ho assume a responsabilidade de fazer a história inteira se passar dentro de um trem, mostrando de perto os personagens e seus desafios, com visuais caricatos e violência estilizada. A beleza cinematográfica se contrapõe à escuridão da trama, com performances incríveis e um roteiro muito bem articulado.
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Status no Brasil: ainda sem data de estreia
Cake: Uma Razão Para Viver

Claire Simmons (Jennifer Aniston) é uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo para pessoas com dores crônicas. Lá, ela descobre o suicídio de um dos membros do grupo, Nina (Anna Kendrick). Claire fica obcecada pela história desta mulher, e começa a investigar a sua vida. Aos poucos, começa a desenvolver uma relação inesperada com o ex-marido de Nina, Roy (Sam Worthington).
Com destaque para a atuação muito bem criticada de Jennifer, que mudou completamente seu visual, o drama intimista mostra as lutas internas de uma mulher contra a dor e o sofrimento que a possuem. É a mais pura e feia realidade sobre a dor, e sobre como desistimos de vencê-la, sem conseguir projetar dias melhores. A empregada de Claire, Silvana, serve como apoio à chefe, sempre a apoiando em sua jornada. Após se aproximar também da família de Nina, começa a encontrar maneiras de superar seus traumas, enquanto nos faz refletir sobre as fragilidades da vida.
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Status no Brasil: estreia 30/04/15
The Normal Heart
1981. Uma doença misteriosa se alastra pelos Estados Unidos, com alto grau de mortalidade: cerca de 50% dos infectados acabam falecendo. Como a imensa maioria é homossexual, ela logo é apelidada de "câncer gay" e, por preconceito, não recebe a devida atenção do governo norte-americano. Decidido a fazer com que as pessoas tomem conhecido sobre a epidemia causada pela AIDS, o escritor Ned Weeks (Mark Ruffalo) decide ir aos diversos veículos de comunicação para falar sobre o tema. Entretanto, a raiva contida em suas declarações assustam até mesmo seus colegas na organização não-governamental que presta auxílio aos infectados. Ao seu lado, Ned conta apenas com o apoio da médica Emma Brokner (Julia Roberts), que também está alarmada com a gravidade da situação.
Balanceando intensidade e delicadeza, mais uma vez vemos várias atuações dignas de Oscar. Abordando um assunto polêmico (na época ainda mais), a adaptação da peça teatral de mesmo nome prefere focar mais intimamente na relação de amor entre Ned e Felix, balanceada com as visões de toda uma geração sendo marginilizada. A produção honra o valor pessoal conferido ao diretor Ryan Murphy, e a atores como Matt Bomer e Jim Parsons (os três são homossexuais na vida real), sem abandonar o tom realista e democrático desse acontecimento histórico.
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Status no Brasil: disponível em DVD
Dear White People
Quando os alunos brancos de uma escola decidem dar uma festa temática sobre a raça negra, quatro alunos negros começam uma manifestação. Esta é uma sátira feroz ao racismo e ao pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial.
Esse é talvez o filme que mais merecia ter entrado na disputa. Não só para ajudar nas estatísticas que mostraram a predominância branca na premiação, nesse ano mais que nos outros, mas também pela abordagem inovadora e refrescante da temática do racismo. O primeiro longa de Justin Simien já mostra no trailer que está livre de dois estereótipos exaustivamente usados nos poucos filmes com protagonistas negros: Dear White People não retrata tempos de escravidão, e não precisa de um homem-branco-salvador-da-pátria. A comédia traz, num tom descontraído, assuntos sérios: o racismo internalizado no dia-a-dia, a estereotipação de pessoas negras (e não só em papéis na ficção), e a acusação de racismo inverso. Pra quem não sabe, racismo inverso é quando pessoas brancas alegam que negros estão agindo de forma preconceituosa contra eles só pela cor da sua pele. É um termo sempre abordado em discussões, enquanto se discute se a prática deve sequer ser considerada existente. É claro que os votantes da Academia preferem o tradicionalismo a reconhecer o seu privilégio e dar espaço às minorias, mas nós podemos sonhar.
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Status no Brasil: ainda sem data de estreia
Obvious Child
Donna Stern (Jenny Slate) é uma comediante de pouco sucesso. Após ser abandonada pelo namorado e despedida no emprego, ela acha que tudo está perdido, mas encontra Max (Jake Lacy), um rapaz gentil com quem passa uma noite. O resultado desse encontro é a gravidez inesperada de Donna. Enquanto decide como dar a notícia ao homem, chega à conclusão de que vai fazer um aborto.
Mais um exemplo onde não é difícil ver porque a Academia passou longe: tema polêmico com abordagem moderna. É uma combinação obviamente nada tradicional, clássica ou "segura". Aqui, o aborto é um assunto quase corriqueiro, inserido num ambiente bem humorado - é simplesmente um dos passos dessa história. Garota conhece garoto, transam, ela engravida... e decide abortar. Com a mente aberta, com risos, com choros, sem exageros. O tom é honesto e humilde, ponderando as circunstâncias nada ideais da gravidez e apontando para a solução mais lógica e natural. Podemos nos divertir enquanto vemos uma questão pertinente para a sociedade ser tratada, talvez, como deveria ser na vida real, sem tantos alardes, culpabilizações e estigmatizações.
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Status no Brasil: ainda sem data de estreia
Mommy
Canadá, 2015. Diane Després (Anne Dorval) é surpreendida com a notícia de que seu filho, Steve (Antoine-Olivier Pilon), foi expulso do reformatório onde vive por ter incendiado a cafeteria local e, com isso, provocado queimaduras de terceiro grau em um garoto. Os dois voltam a morar juntos, mas Diane enfrenta dificuldades devido à hiperatividade de Steve, que muitas vezes o torna agressivo. Os dois só conseguem encontrar um certo equilíbrio quando a vizinha Kyla (Suzanne Clément) entra na vida deles.
Com uma fotografia completamente inovadora, filmado em 1:1, o filme imagina um futuro próximo no qual uma nova lei permite que os pais de filhos com algum tipo de doença mental possam abandoná-los aos cuidados do Estado sem nenhum tipo de ônus. O relacionamento complicado mas também amoroso ente mãe e filho nas atuações exacerbadas dá um impressionante tom plástico às cenas, e Xavier Dolan consegue maestrar ainda lições de amadurecimento e educação, numa poesia impactante.
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Status no Brasil: disponível em DVD dia 28/04/15
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